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Benefícios corporativos: investimento ou custo?

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Benefícios corporativos: investimento ou custo?

Durante muito tempo, benefícios corporativos foram tratados apenas como despesa: uma linha na planilha de custo de pessoal, a ser comprimida sempre que o orçamento apertava.

O mercado mudou. E o que mudou não foi a generosidade das empresas — foi a conta.

O custo que ninguém coloca na planilha

Uma vaga aberta custa. Custa o tempo do gestor em processo seletivo, o período de rampa do substituto, a produtividade perdida do time enquanto a posição fica vaga e o conhecimento que saiu pela porta.

Somado, esse custo costuma superar bastante o valor anual do pacote de benefícios daquele colaborador. Só que ele aparece disperso em outras linhas do orçamento, enquanto o plano de saúde aparece consolidado, com nome e valor.

É uma assimetria contábil, não uma verdade econômica.

O que realmente pesa na decisão de ficar

Nas pesquisas de clima que acompanhamos junto a clientes, três itens aparecem com consistência:

  1. Plano de saúde com rede utilizável — não a maior rede, mas a que atende perto de onde a pessoa mora.
  2. Cobertura para dependentes. É onde o benefício deixa de ser sobre o colaborador e passa a ser sobre a família dele.
  3. Previsibilidade. Um plano que muda de operadora todo ano, com carência nova e médico trocado, gera mais ruído do que satisfação.

Note que nenhum dos três é “mais caro”. Os três são sobre desenho.

Como medir se está funcionando

Se a sua empresa não acompanha estes números, o pacote de benefícios está sendo gerido no escuro:

  • Sinistralidade do plano nos últimos 24 meses.
  • Taxa de utilização por tipo de procedimento — consulta, exame, internação.
  • Turnover comparado ao do seu setor.
  • Custo por vida e sua variação real, descontado o reajuste da operadora.

Com essa série na mão, a conversa de renovação deixa de ser sobre aceitar ou recusar o reajuste proposto e passa a ser sobre negociar com dados.

O ponto

Benefício corporativo mal desenhado é, sim, custo. Bem desenhado, é uma das poucas linhas do orçamento que se paga em retenção — mas só quando alguém mede.

Se você não tem esses indicadores hoje, fale com a gente. Montar o relatório é mais rápido do que parece.

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