Dúvidas frequentes
As dúvidas que mais aparecem nas nossas reuniões técnicas com indústrias e operações de risco elevado.
Reunimos aqui as dúvidas que mais aparecem nas nossas reuniões técnicas com indústrias e operações de risco elevado. Se a sua não estiver na lista, fale com a nossa equipe técnica. Respondemos em até 48 horas úteis.
Perguntas frequentes
Porque risco industrial não se resolve com cotação. Como a comissão do corretor já está embutida no prêmio, o custo é o mesmo em qualquer corretora. O que muda é o que você recebe por ele. Quatro pontos nos separam da corretora generalista:
- Especialização por ocupação. Atuamos em químicas, frigoríficos, moveleiras, usinas sucroenergéticas, fabricantes de espuma e colchões, transformação de plásticos e armazéns gerais. Conhecemos a carga de incêndio, o comportamento do material e os pontos que cada uma dessas ocupações gera de discussão na mesa de subscrição.
- Engenharia antes do preço. O levantamento técnico da planta vem antes da cotação, e é ele que define como o risco chega ao subscritor. Participamos do comitê técnico do Sincor, o que nos mantém na discussão de mercado e não apenas na ponta comercial.
- Independência real. Não temos vínculo societário nem meta de produção com nenhuma seguradora. A escolha de onde colocar o risco é técnica: apetite para a ocupação, capacidade disponível e qualidade da área de sinistros.
- Presença dos sócios na conta. Em risco industrial, quem visita a planta e negocia a renovação é quem decide dentro da corretora.
A pergunta que sugerimos fazer a qualquer corretora, inclusive a nós: o que exatamente vocês vão fazer entre uma renovação e outra? A resposta separa quem administra apólice de quem administra risco.
Não é preciso romper nada no primeiro dia. Como a carta de nomeação é feita por seguradora, o caminho mais usado pelos nossos clientes é dividir o mercado na renovação: a corretora atual trabalha com um grupo de companhias e nós com outro.
Ao final, a sua empresa compara propostas, análise técnica e qualidade da apresentação do risco lado a lado. A decisão passa a ser tomada por resultado, não por histórico. O único cuidado é evitar que duas corretoras cotem na mesma seguradora, o que trava a negociação e enfraquece a posição do segurado.
Não vamos ensinar a sua engenharia a operar a planta. O que costuma faltar não é competência técnica interna, é tradução para a linguagem do segurador.
A seguradora precifica aquilo que consegue enxergar e comprovar. Empresas com excelente engenharia frequentemente pagam prêmio de empresa mediana porque a informação chega ao subscritor de forma fragmentada, uma vez por ano, dentro de um formulário de renovação.
Nosso papel é manter o segurador informado durante toda a vigência: investimentos realizados, laudos de teste de bomba de incêndio, evidências de manutenção dos sistemas de proteção, mudanças de processo, alterações de layout e de estoque. Risco transparente é risco mais barato.
Porque o preço de um seguro industrial responde a quatro variáveis, e a sinistralidade da sua empresa é apenas uma delas:
- Ciclo do mercado segurador. Após anos de perdas relevantes, resseguradores elevam o custo de capacidade no mundo inteiro, e isso chega ao Brasil independentemente do seu histórico.
- Sinistralidade do seu segmento. Grandes incêndios em ocupações semelhantes à sua reprecificam a categoria inteira.
- Atualização de valores em risco. Custo de construção e equipamento importado sobe acima do IPCA. Se o valor segurado subiu, o prêmio sobe mesmo com a taxa estável.
- Mudança de exposição. Nova linha de produção, aumento de estoque ou alteração de layout mudam a perda máxima estimada.
A pergunta técnica correta não é quanto subiu o prêmio, e sim o que aconteceu com a taxa. Prêmio maior com taxa menor significa que a empresa cresceu e o risco melhorou. É essa leitura que apresentamos na renovação.
Pode, e essa é uma das decisões mais caras que uma empresa toma sem perceber. Declarar a menor aciona a cláusula de rateio: a indenização passa a ser proporcional ao percentual segurado, inclusive em perdas parciais.
Na prática, uma empresa que declarou 60% do valor de reposição e sofreu um prejuízo de R$ 1 milhão recebe cerca de R$ 600 mil, menos a franquia. A economia de prêmio de alguns anos evapora em um único evento de porte médio.
Existem caminhos legítimos para reduzir custo, e todos passam por técnica e não por declaração: revisar o LMI com estudo de perda máxima, ajustar franquia com base na capacidade de caixa, melhorar a proteção física da planta e apresentar essas melhorias formalmente ao mercado. É exatamente aí que atuamos.
Recusa precisa ser formal, fundamentada e é contestável. Na nossa experiência, a origem quase nunca está no dia do sinistro, e sim em algo ocorrido meses antes. As causas mais comuns:
- agravamento de risco não comunicado, como mudança de processo, ampliação ou novo produto armazenado
- informação incorreta ou desatualizada prestada na contratação
- descumprimento de recomendação crítica de engenharia com nexo causal com o evento
- evento expressamente excluído em condição particular
Todas essas causas são administráveis durante a vigência, e é por isso que acompanhamento contínuo vale mais do que negociação de preço. Quando a recusa acontece e entendemos que não se sustenta tecnicamente, contestamos junto à seguradora com fundamentação de engenharia.
A regulação do setor prevê prazo de 30 dias para pagamento a contar da entrega da documentação completa, prazo que pode ser suspenso uma vez caso a seguradora solicite documentos complementares. Em sinistros industriais, o cronômetro real só começa quando o dossiê está completo e bem construído, e é aí que se ganha ou se perde tempo.
Acompanhamos até o pagamento: participamos da vistoria, discutimos causa e enquadramento de cobertura com o regulador, revisamos o cálculo da indenização, contestamos glosas indevidas e negociamos adiantamentos parciais para preservar o caixa da empresa durante a apuração.
Comunicar sinistro é tarefa administrativa e qualquer corretora faz. Defender o enquadramento técnico da perda é o momento em que a escolha da corretora se justifica.
Cada conta tem um executivo responsável, com apoio direto das áreas técnica, de emissão e de sinistros. Em risco industrial, os sócios participam das visitas e das negociações. Você fala com quem conhece a sua planta, não com uma central.
Ao longo do ano trabalhamos em quatro etapas: diagnóstico técnico do risco, estruturação e colocação no mercado, acompanhamento durante a vigência com visitas, endossos e envio de evidências ao segurador, e preparação da renovação com antecedência mínima de 90 dias.
Endossos, certificados e dúvidas de cobertura são respondidos em até 48 horas úteis. Sinistros têm tratamento imediato, com canal disponível fora do horário comercial. A vigência não é um período de silêncio, é onde se constrói a renovação seguinte.
Sua dúvida é sobre a sua planta e não sobre seguro em geral? É o tipo de conversa que preferimos ter. Envie a ocupação, o layout e a apólice vigente e retornamos com uma leitura técnica do seu programa de seguros.
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